FIBRILHAÇÃO AURICULAR


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No Universo das perturbações do ritmo cardíaco existem problemas mais comuns do que outros. A fibrilhação auricular é o mais comum destes problemas, afetando 4 em cada 100 indivíduos, com mais de 65 anos. Saiba o essencial acerca deste grave problema de saúde.

O que é a fibrilhação auricular?

A fibrilhação auricular é um distúrbio da frequência e do ritmo do coração caracterizada pela contracção rápida e descoordenada das câmaras superiores (aurículas) e inferiores (ventrículos) do coração, por alteração do funcionamento do sistema de condução eléctrica do coração.

Os impulsos eléctricos desencadeados nas aurículas são transmitidos de um modo irregular aos ventrículos, levando as cavidades do coração a contraírem-se de forma acelerada e irregular.

Os ventrículos, responsáveis pela ejecção de sangue para as artérias, podem não conseguir suprir as necessidades de sangue ao organismo, podendo gerar-se a descompensação do funcionamento de alguns órgãos importantes. A frequência cardíaca encontra-se normalmente entre os 60 e 100 batimentos, enquanto na fibrilhação auricular pode atingir valores entre os 100 e os 175.


Quais as causas da fibrilhação auricular?
As causas da fibrilhação auricular incluem o mau funcionamento do “nódulo sinusal” (o “pacemaker natural” do coração, localizado na aurícula direita), que é responsável pela geração automática de impulsos eléctricos que levam à condução eléctrica do coração; e outras doenças que afectam o coração e os pulmões, nomeadamente, a doença coronária, a doença da válvula mitral, a pericardite, entre outras. Também o hipertiroidismo, a hipertensão, bem como a ingestão recente de álcool em quantidades superiores ao normal, podem causar fibrilhação auricular. Algumas causas não são ainda identificáveis.


Quantas pessoas são afectadas com a fibrilhação auricular?
A fibrilhação auricular afecta cerca de 5 indivíduos em cada 1000. Pode atingir tanto o homem como a mulher, e ocorrer em indivíduos de qualquer idade; mas atinge mais frequentemente as pessoas de idade.


Quais são os sintomas que se manifestam na fibrilhação auricular?
Os sintomas mais comuns são a sensação dos batimentos descoordenados do coração (palpitações) e a pulsação rápida e irregular, com períodos de aceleração e desaceleração do seu ritmo. Também se pode queixar de tonturas, sensação de desmaio ou mesmo perda do conhecimento, dificuldade em respirar, cansaço, confusão ou sensação de aperto no peito. Os sintomas podem iniciar-se e parar subitamente.


Quais são os exames que o seu médico pode pedir?
O electrocardiograma (ECG) mostra o traçado característico da fibrilhação auricular. Poderá, no entanto, ser necessário fazer a monitorização cardíaca ambulatória contínua durante 24 horas (Holter), porque é frequente o início e o fim súbito de episódios de arritmia, que desta forma podem ficar registados. Outros exames que podem permitir identificar a causa da fibrilhação auricular são: ecocardiograma, a prova de esforço, o cateterismo cardíaco e os estudos electrofisiológicos.


Qual o tratamento da fibrilhação auricular?

O tratamento da fibrilhação auricular depende da causa subjacente. A medicação pode incluir antiarritmicos, igitálicos, bloqueadores dos canais de cálcio e beta-bloqueantes para diminuir e regularizar o ritmo cardíaco e reduzir a actividade de condução do impulso eléctrico para os ventrículos. Também podem ser prescritos antiagregantes plaquetários ou anticoagulantes para evitar complicações, nomeadamente a migração de coágulos de sangue que se formam e se libertam mais facilmente durante e depois dos episódios de fibrilhação auricular. Para tratar a fibrilhação auricular pode ser também utilizada a cardioversão eléctrica que permite a conversão da arritmia (ritmo anormal) no ritmo sinusal (normal).


Como se pode prevenir a fibrilhação auricular?
Para além de seguir as recomendações do seu médico, nomeadamente o cumprimento da medicação prescrita e das visitas regulares à consulta, como estipulado pelo seu médico assistente ou cardiologista, deve evitar a ingestão de bebidas alcoólicas em excesso, o tabagismo, o sedentarismo, o excesso de peso e o stress.